Enquanto a esquerda posa de unida, vendendo discurso de “democracia” e “amor”, a família Bolsonaro segue sendo cobrada até quando tenta se recompor.
Michelle e Flávio se reencontram, se abraçam, gravam juntos, e a pergunta que fica é simples: por que quando é família de direita vira escândalo, mas quando é rachadura na esquerda a imprensa finge que não vê?
Quem está com medo da direita?
A resposta está no próprio cenário político: qualquer gesto de união em torno de Bolsonaro incomoda quem lucra com ele fora das urnas.
Michelle deixou claro que não guarda mágoa, que quer seguir em frente, mas não engoliu a velha política do PL no Ceará.
Ela defendia Priscila Costa, conservadora, alinhada com os valores da base bolsonarista.
O partido preferiu outro nome e ainda se aproximou de Ciro Gomes, o mesmo Ciro que ajudou a articular o cerco que deixou Bolsonaro inelegível.
Por que apoiar quem atacou Bolsonaro?
Michelle foi direta: é “visceralmente” contra a aliança com Ciro.
Não é mágoa, é coerência.
Como aceitar que o partido de Bolsonaro se junte justamente a quem trabalhou para tirá-lo da disputa?
Até quando a direita terá de engolir alianças que traem o eleitor conservador?
Quem ganha com Bolsonaro calado?
Ganha o establishment que comemorou quando ele foi vetado de se expressar politicamente.
Ela ainda deixou claro que não será porta-voz oficial de Jair, lembrando que ele está proibido até de falar.
STF cala Bolsonaro, sistema persegue, partidos fazem acordo com quem ajudou a derrubá-lo, e depois querem que a base conservadora apenas aceite em silêncio.
No meio disso, a reconciliação entre Michelle e Flávio mostra outra coisa: apesar das divergências internas, a família Bolsonaro ainda é o principal ponto de resistência ao projeto de poder da esquerda.
E é exatamente isso que tanta gente quer destruir, de dentro e de fora.