Todo mundo já percebeu o padrão: quando a esquerda é criticada, o problema nunca é o fato em si, mas quem ousa expor o fato.
E, mais uma vez, o recado veio de cima, direto do STF, com a caneta de Alexandre de Moraes e a ação da Polícia Federal.
Enquanto o país assiste escândalos milionários sendo empurrados para debaixo do tapete, um repasse de 100 mil reais vira motivo para operação de busca e apreensão contra quem?
Por que só um lado é perseguido?
A própria PF admite que o dinheiro fazia parte da compra de um imóvel rural ligado a Danilo Cutrim, mas, mesmo assim, o foco vira "suspeita" sobre a relação entre jornalista e fonte.
Quando a narrativa atinge um ministro do STF e ex-governador aliado da esquerda, a lupa aparece.
Quando envolve cifras muito maiores ligadas ao outro lado, o silêncio é ensurdecedor.
Quem está sendo realmente protegido aqui?
Os fatos mostram que não é a liberdade de imprensa.
A PF acessa WhatsApp de jornalista, vasculha conversas, transforma fonte em alvo e ainda fala em "perseguição" contra Dino, como se o poderoso fosse a vítima e não quem está sendo investigado por expor informações de interesse público.
Isso é liberdade de imprensa?
Não.
É um aviso claro: mexeu com gente do sistema, vai ter PF na porta.
A decisão de Moraes fala em "monitoramento" de veículo usado por Dino, em "vazamento de dados sensíveis" e em suposta "conduta de perseguição".
Mas a pergunta que não quer calar é outra: desde quando investigar autoridade virou crime, e autoridade virou intocável?
Até quando essa blindagem?
Enquanto a direita é tratada como inimiga a ser caçada, jornalistas e fontes que incomodam a esquerda e o STF sentem na pele o peso de um Estado que escolhe quem pode ser questionado.
E aí, quando um repasse de 100 mil é tratado como grande escândalo, mas valores muito maiores seguem sem o mesmo rigor, o brasileiro entende que a conta dessa seletividade já chegou.