Juiz de Fora não é uma cidade qualquer na política brasileira recente.
Foi ali que tentaram calar Jair Bolsonaro em 2018, afastando-o dos debates e, mesmo assim, vendo o povo colocá-lo na Presidência.
Desde então, a esquerda tenta transformar o episódio em algo secundário, enquanto posa de vítima e fala em “defesa da democracia”.
Hoje, o município está nas mãos do PT, com Margarida Salomão na prefeitura, e deu maioria de votos para Lula em 2022. Mesmo assim, a sensação é de frustração: prometeram repetir os “anos de ouro” do petismo, mas o que muitos veem é inflação, insegurança e um país dividido.
Até quando vão culpar Bolsonaro por tudo?
Por que Flávio escolheu justamente Juiz de Fora?
Ele decidiu iniciar ali sua primeira agenda de campanha presidencial, um dia depois do lançamento oficial no Rio de Janeiro.
É um recado direto ao PT e à narrativa de vitimização da esquerda: o lugar da facada agora vira ponto de partida, não de medo.
O que isso significa politicamente hoje?
Significa que a direita não aceita mais ser empurrada para a defensiva.
Flávio Bolsonaro não só encara o reduto petista em Minas, como já mira o próximo passo: o Nordeste, historicamente tratado como curral eleitoral de Lula.
Nordeste continua fechado com Lula?
A própria campanha de Flávio avalia que muitos nordestinos esperavam resultados parecidos com os primeiros governos petistas e se decepcionaram.
Por isso, parte das gravações de campanha será dedicada a candidatos da região, falando diretamente com esse eleitor cansado de promessas recicladas.
Por que manter Alfredo Gaspar na chapa?
Flávio deixou claro que não vai ceder à pressão.
Ele reafirmou Alfredo Gaspar, deputado do PL de Alagoas, como vice, lembrando que a “farsa” contra ele começou quando defendia aposentados roubados pelo PT.
Ou seja, mais uma vez, quem enfrenta o sistema vira alvo.
A pergunta que fica é simples: até quando a esquerda vai achar que Minas e Nordeste são propriedades privadas do PT, enquanto a direita volta justamente ao palco da facada para iniciar uma nova disputa nacional?