Quando o assunto é esquerda, vale tudo: apelido, rótulo, narrativa, artista militante, puxadinho de ONG e até político que muda de estado só para surfar em voto fácil.
Ninguém fala nada.
Mas quando o sobrenome é Bolsonaro, de repente o sistema inteiro entra em modo de alerta máximo.
Em Rondônia, um aliado histórico do ex-presidente, Bruno Scheid, do PL, que arrecadou recursos para Jair Bolsonaro em 2022, virou alvo direto do Ministério Público Eleitoral por causa do nome de urna que quer usar: Bruno Bolsonaro Scheid.
O mesmo sobrenome que a esquerda tenta demonizar há anos agora é tratado como se fosse crime só de aparecer na tela da urna.
Por que só Bolsonaro incomoda tanto?
O próprio MPE admite que o uso do sobrenome pode influenciar o eleitor, ao dizer que isso "angaria proveito eleitoral" e pode induzir o eleitor a achar que há vínculo familiar com Jair Bolsonaro.
Ou seja, o problema não é fraude comprovada, é o medo do peso político do sobrenome.
Isso vale para outros políticos também?
Segundo a própria procuradoria, amizade, proximidade política ou relação pessoal não legitimam o uso do sobrenome Bolsonaro.
Mas quando se trata de figuras da esquerda, quantos já não surfaram em nomes de caciques, dinastias políticas e apadrinhamentos sem qualquer escândalo nacional?
Bruno já tinha sido multado por usar Bolsonaro em redes sociais e pré-campanha, depois o TRE voltou atrás dizendo que nem tinha competência para proibir.
Agora, com o registro oficial para o Senado em 2026, o MPE pede a impugnação se ele insistir em manter o sobrenome na urna.
Quem decide o nome do candidato?
Na prática, a Justiça Eleitoral pode obrigar a retirada do sobrenome Bolsonaro do registro, sob o argumento de evitar "desinformação" e "fraude".
Se ele não recuar, pode ter o pedido de candidatura indeferido.
Enquanto isso, outro aliado, o deputado Hélio Lopes, concorre ao Senado por Roraima usando o sobrenome Bolsonaro como estratégia política da própria família.
O recado é claro: o sistema sabe que o nome Bolsonaro continua forte, principalmente no Norte, e tenta cercar juridicamente quem ousa se aproximar demais dessa marca política.
A eleição nem começou e a guerra contra o sobrenome já está declarada.