Há anos o brasileiro escuta que o agro é o motor do país, que garante comida na mesa e segura a economia quando o resto afunda.
Ao mesmo tempo, vê governo atrás de governo fingindo que se preocupa com fertilizantes, enquanto mantém o produtor rural dependente de importação e de decisões políticas em Brasília.
Agora o Senado aprovou o Profert, um programa que libera até 10 bilhões de reais em subsídios para fábricas de fertilizantes, via créditos fiscais, ao longo de cinco anos.
No papel, parece lindo: fortalecer a indústria nacional, reduzir dependência externa, garantir segurança alimentar.
Mas quem vai mandar nesse cofre bilionário?
Quem controla esses bilhões estratégicos?
Ou seja, o governo passa a ter a chave do cofre e a caneta para dizer quem cresce e quem fica para trás no setor de fertilizantes.
Por que isso preocupa o agro hoje?
Porque o histórico recente mostra um governo que não perde chance de pressionar o agronegócio, demonizar produtores e usar bancos públicos como ferramenta política.
Com o Profert, abre-se espaço para premiar “amigos do rei” e travar quem não se enquadrar na cartilha ideológica ou ambiental que eles definirem.
O programa fala em critérios de sustentabilidade, metas ambientais, mistura obrigatória de fertilizantes nacionais e até relatório anual de um conselho ligado ao governo.
Na prática, isso pode virar mais burocracia, mais poder concentrado em Brasília e menos liberdade para quem produz.
Enquanto a esquerda posa de defensora da “segurança alimentar”, o produtor sabe que qualquer canetada errada em fertilizante explode o custo da lavoura e chega direto no preço do alimento.
E é justamente esse ponto vital que agora fica ainda mais nas mãos do Estado.
No fim, o fato é simples e pesado: o Senado aprovou um programa de até 10 bilhões em subsídios para fertilizantes, com escolha dos beneficiados centralizada no governo federal, linhas de crédito via BNDES e regras que podem virar instrumento de controle político sobre o agro brasileiro.