Há anos a esquerda repete o discurso de que está defendendo a democracia, enquanto aplaude cada novo passo de poder concentrado nas mãos do STF.
Quem critica é chamado de golpista, extremista, inimigo das instituições.
Mas, pouco a pouco, o brasileiro vai percebendo que a balança só pesa para um lado.
Quando a direita é alvo, vale tudo: censura, bloqueio de redes, busca e apreensão, inquérito sem fim.
Quando o assunto envolve possíveis ilegalidades de gente poderosa, principalmente dentro do próprio sistema, aí o clima muda.
De repente, investigar passa a ser “ameaça à democracia”.
Até quando essa seletividade?
Por que o STF teme tanto investigação?
Porque, como Renan Santos apontou, decisões assim criam um escudo em volta dos ministros, desestimulando qualquer apuração séria sobre seus atos.
Se a fonte vira alvo, quem vai ter coragem de falar?
O que está em jogo agora?
Está em jogo o sigilo de fonte, que é pilar básico do jornalismo e da fiscalização do poder.
Sem isso, denúncias contra autoridades simplesmente deixam de aparecer, por medo de retaliação.
Renan, candidato à Presidência, lembrou que já havia dito que decisão ilegal não se cumpre.
E o episódio em que Alexandre de Moraes autoriza busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo, reforça exatamente essa discussão: até onde o Supremo pode ir sem violar garantias constitucionais?
Quem perde com esse tipo de decisão?
Ao afirmar que o Brasil se aproxima de uma “ditadura do Judiciário”, Renan verbaliza o que muita gente já sente, mas teme dizer em voz alta.
Se investigar ministro vira risco, se fonte vira suspeito, se criticar decisão vira crime, que tipo de democracia é essa que a esquerda e o STF dizem estar defendendo?