Quem ainda acredita em discurso de neutralidade partidária no Brasil olha para o Republicanos e entende tudo.
Em Brasília, a direção nacional posa de isenta, fala em ficar fora da disputa presidencial e até ensaia conversa com Flávio Bolsonaro.
Mas, quando a porta fecha, a história muda completamente.
Na Paraíba, o mesmo partido que dizia não entrar na campanha corre para o colo do PT.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, já está alinhado com a aliança estadual com o PT, com pai na chapa e projeto claro de manter poder em Brasília.
No papel, neutralidade.
Na prática, fisiologismo puro.
Por que tanta pressa em agradar Lula?
Porque Hugo Motta quer continuar mandando, colado no governo federal, surfando na máquina e na velha política que a esquerda finge combater, mas usa como ninguém.
Como fica o eleitor conservador enganado?
E ainda tem o detalhe incômodo: o deputado declara à Justiça Eleitoral 250 mil reais em dinheiro vivo, guardados fora de banco, repetindo o mesmo valor de 2022. Enquanto a esquerda vive acusando a direita de qualquer centavo fora do lugar, faz vista grossa para aliado com um quarto de milhão em espécie em casa.
Por que a esquerda não questiona esse dinheiro?
A indignação seletiva fala mais alto.
No meio desse cenário, vem o fato que escancara tudo: Lula ligou pessoalmente para Hugo Motta para agradecer o apoio à sua reeleição e já pediu encontro presencial ainda nesta semana.
O presidente que prometia nova política se agarra justamente a quem joga com dois lados, ignora a própria sigla nacional e mostra que, no fim, vale qualquer acordo para manter o projeto de poder do PT.