Todo mundo já percebeu o padrão: quando a denúncia atinge gente ligada à esquerda, o problema nunca é o fato em si, mas quem ousou expor o fato.
Agora, mais uma vez, o recado é claro para qualquer jornalista ou fonte que ouse cutucar ministro “progressista” e aliado do sistema.
Enquanto a narrativa oficial fala em “democracia” e “liberdade de imprensa”, na prática quem denuncia poderosos vê a porta da casa sendo arrombada pela manhã.
E, curiosamente, sempre quando o alvo das reportagens está do lado certo da ideologia.
Ninguém esperava tanta ousadia?
Por que só a fonte é investigada?
Porque, até agora, o suposto uso de carros oficiais por familiares de Flávio Dino continua, segundo a própria defesa, sem qualquer apuração efetiva.
O foco virou quem falou, não o que foi denunciado.
Dois pesos, duas medidas?
Quando é alguém da direita, basta uma suspeita para destruir reputações.
Quando é ministro do STF e ex-governador aliado da esquerda, a máquina se move para cima de quem vazou informação.
O que está em jogo aqui?
O ex-secretário de Segurança do Maranhão, Raimundo Cutrim, adversário político de Dino, foi exposto como fonte jornalística após quebra de sigilo telefônico do jornalista Luís Pablo.
A defesa alerta para violação direta do sigilo da fonte, garantido pela Constituição, e para o risco à liberdade de imprensa.
Enquanto isso, a assessoria de Dino nega qualquer uso irregular de veículos e pede mais segurança para o ministro, enquanto os processos seguem em segredo de justiça.
Resultado: a denúncia some na névoa do sigilo, mas a fonte é colocada contra a parede por decisão de Alexandre de Moraes, a pedido da PF e com representação do próprio Dino.
Até quando a esquerda será blindada?