Quem acompanha a política brasileira já percebeu o roteiro repetido: quando é alguém ligado à esquerda, qualquer crítica vira “perseguição”, qualquer investigação vira “ataque à democracia”, e qualquer reportagem incômoda passa a ser tratada como crime.
Agora, mais uma peça entra nesse quebra-cabeça envolvendo STF, Polícia Federal e um ministro que saiu do governo Lula direto para a Suprema Corte.
Por que só agora isso incomodou?
O blog do jornalista maranhense Luís Pablo publicou matérias expondo suposto uso irregular de carros do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e seus familiares.
De repente, aquilo que a esquerda sempre chamou de “imprensa livre” virou, nas mãos das autoridades, “perseguição” e “ação delituosa”.
O que mudou quando criticou Dino?
Mudou tudo.
A PF acessou o WhatsApp do jornalista, via notebook, identificou como principal fonte o ex-secretário Raimundo Cutrim e, a partir daí, veio a operação de busca e apreensão contra a própria fonte, autorizada por Alexandre de Moraes.
O mesmo sistema que protege vazadores amigos, agora parte para cima de quem expõe um ministro alinhado ao governo.
Por que o pagamento virou munição?
Porque a PF encontrou uma transferência de 100 mil reais feita pelo advogado Diogo Diniz Lima, usando a conta de Danilo Cutrim Bezerra, em benefício de Luís Pablo, como parte da compra de um imóvel rural.
Em vez de tratar o caso como negócio privado a ser apurado com calma, o relatório já coloca “sob suspeita” o caráter jornalístico do veículo, sugerindo que o dinheiro estaria ligado ao teor das matérias.
Isso vale para toda a imprensa?
Quando blogs e artistas de esquerda recebem verbas públicas, patrocínios estatais e anúncios milionários para atacar conservadores, ninguém fala em “legitimidade do veículo”.
Mas quando um jornalista expõe um ministro do STF, qualquer transação privada vira justificativa para operação pesada, com narrativa de “monitoramento”, “vigilância” e “perseguição” contra Dino.
Até quando essa seletividade?
A decisão de Moraes afirma que Cutrim e Diogo Lima teriam agido de forma “concertada” com o jornalista para “atentar contra a liberdade individual e pessoal” de Dino.
Ou seja, a crítica política e a denúncia de uso de carros oficiais passam a ser tratadas como ameaça à liberdade do ministro.
Enquanto isso, ataques diários à direita, à família e à fé do brasileiro seguem sendo chamados de “liberdade de expressão”.
O recado está dado: quando mexe com a esquerda no poder, a conta chega rápido.