Há anos a esquerda e boa parte da grande imprensa repetem o mesmo discurso: defender a democracia, a liberdade de expressão e o “jornalismo independente”.
Enquanto isso, a perseguição contra conservadores, bolsonaristas e qualquer voz que ouse enfrentar o sistema foi sendo normalizada, sempre com aplausos discretos ou silêncio conveniente.
Agora, quando o alvo passa a ser justamente a fonte de um jornalista que denunciou o uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino, o jogo começa a virar.
Quem alimentou o monstro do autoritarismo judicial está sentindo o bafo de perto.
Por que só agora estão assustados?
É um jornalista e sua fonte sendo vasculhados, enquanto a denúncia contra o ministro segue praticamente intocada.
Nikolas Ferreira foi direto ao ponto: muitos jornalistas não gostam dele, não gostam da direita, mas vão precisar engolir o orgulho se quiserem defender a própria profissão.
Ele lembrou que boa parte da imprensa ajudou a fortalecer o poder sem freios de Alexandre de Moraes e do STF.
Agora, com busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo, a linha foi cruzada de vez.
Quem está sendo realmente investigado aqui?
A fonte do jornalista e o advogado dele, não o uso irregular dos carros oficiais denunciado.
Ou seja, o recado é claro: mexeu com ministro da esquerda, paga caro.
Até quando a imprensa fingirá normalidade?
Quando a mira chega na categoria deles, vira “ataque frontal ao jornalismo”.
A pergunta que fica é simples: quantos abusos mais serão necessários para que chamem Moraes de ditador, como Nikolas cobrou?
O caso Luís Pablo e Raimundo Cutrim escancara a seletividade: denúncia contra Flávio Dino some do foco, mas quem ousou expor o ministro vira alvo.
O público conservador já entendeu faz tempo.
Agora, quem sempre defendeu esse sistema está sentindo na pele o que ajudou a construir.