Quem acompanha a política brasileira já percebeu o padrão: quando é alguém ligado à direita, a acusação vira manchete eterna; quando surgem provas de inocência, o sistema simplesmente desacelera.
Com o deputado Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, a história está seguindo exatamente esse roteiro cansativo.
A denúncia de estupro de vulnerável já foi desmentida pela própria filha da suposta vítima, que hoje é adulta, casada, mãe, e gravou vídeo deixando claro que o fato não envolve Alfredo e nem estupro algum.
A paternidade foi reconhecida por um primo de Alfredo, o juiz Maurício Brêda, e isso está documentado.
Mesmo assim, a narrativa foi usada por parlamentares ligados ao governo Lula, como Lindbergh Farias, em pleno embate da CPMI do INSS, justamente quando Gaspar apertava o cerco contra o filho de Lula e o esquema bilionário contra aposentados.
Por que o STF ainda não decide?
Mesmo assim, o caso segue em banho-maria nas mãos do ministro Gilmar Mendes.
Qual o medo desse resultado?
Se o exame de DNA, já disponível, confirmar o óbvio, desmorona a espinha dorsal da acusação e expõe a origem política do ataque.
A própria defesa pede urgência de 72 horas para o confronto genético.
Nada de malabarismo jurídico, só ciência.
Por que tanta demora agora?
Quando é para arquivar uma acusação sem justa causa mínima, que atinge o principal adversário da reeleição de Lula, o relógio da Justiça parece parar.
Até quando o STF vai permitir que uma acusação desmontada pelos fatos continue contaminando o debate eleitoral?
Quem ganha com esse silêncio?
Certamente não é o eleitor que quer votar com informação limpa.
Enquanto o DNA fica guardado, a narrativa suja continua circulando.
E o recado que fica é perigoso: basta um factoide, sem prova, para tentar destruir reputações de quem enfrenta o sistema.