Todo mundo já percebeu que, quando o assunto é Bolsonaro, qualquer detalhe vira motivo para o sistema apertar ainda mais o cerco.
Não basta tirarem o homem da presidência, tentarem calar nas redes e criminalizar cada passo.
Agora a guerra chegou até nas armas registradas, legais, com documentação, que qualquer CAC de bem teria em casa.
Ninguém vê essa mesma pressa quando o problema é bandido armado, facção mandando em presídio ou fuzil em morro dominado pelo crime.
Mas quando o nome é Jair Bolsonaro, aí tudo muda, tudo corre, tudo vira urgência no Supremo.
Por que só Bolsonaro vira caso excepcional?
Conservador, pró-armas, contra o desarmamento do cidadão de bem e crítico aberto do STF.
Isso basta para transformar um direito em “ameaça” e um registro em “problema judicial”.
Agora a Polícia Federal, em vez de tratar como procedimento administrativo normal, corre para perguntar a Alexandre de Moraes o que fazer com as armas e munições apreendidas do ex-presidente, depois da cassação do registro de CAC.
Ou seja, até o destino do patrimônio particular de Bolsonaro fica nas mãos de um ministro que já o persegue em vários processos.
Isso é tratamento igual perante a lei?
Quando é gente da esquerda, o discurso é de garantias, direitos, presunção de inocência.
Quando é Bolsonaro, vale tudo: prisão domiciliar, cassação de registro, apreensão de arsenal legal e agora até dúvida sobre para onde mandar as armas, se para o Exército ou outro destino qualquer.
Até quando essa seletividade continua?
Enquanto o brasileiro aceitar calado.
Hoje são as armas de Bolsonaro.
Amanhã pode ser o seu direito de se defender, de falar, de discordar.
O fato é que a PF consultou Moraes para decidir o destino de pistolas, espingardas e fuzis registrados em nome do ex-presidente, todos já recolhidos por ordem do STF.
Mais um capítulo de um cerco que parece não ter limite.