Há anos a esquerda posa de dona da moral, do respeito e do “discurso do amor”, enquanto ataca sem dó qualquer conservador que ouse reagir.
Quando é alguém da direita, basta uma frase mais dura para virar caso de linchamento público, manchete acusando de ódio e pedido imediato de cassação.
Mas quando o ataque vem de uma estrela progressista, a conversa muda: aí é “contexto”, “militância”, “luta política”.
Até quando essa seletividade?
Agora, o próprio Parlamento começa a dizer basta.
O Conselho de Ética da Câmara aprovou, por 10 votos a 5, o parecer que pode levar à perda do mandato da deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, por quebra de decoro.
O processo segue, e ela terá dez dias para se defender.
Por que isso importa tanto?
Quem está realmente sendo perseguido?
A deputada diz ser vítima de perseguição da oposição.
Mas o que está em análise é o que ela mesma escreveu nas redes, chamando críticas à sua presidência na Comissão da Mulher de “imbeCIS” e dizendo que podem “latir”.
O próprio Conselho entendeu que isso pode atingir mulheres biológicas de forma ofensiva.
O que está em jogo exatamente?
O relator Cabo Gilberto Silva deixou claro que a imunidade não é salvo-conduto para desrespeito, e o Conselho concordou ao dar continuidade ao processo.
Por que a esquerda fala em vitimismo?
Porque, em vez de reconhecer o excesso, aliados como Chico Alencar, Luciene Cavalcante e Maria do Rosário tentam transformar tudo em narrativa de “mulher negra, trans, perseguida por transfóbicos e machistas”.
O problema é que o alvo das palavras atinge justamente quem a esquerda diz defender.
Quem decide o futuro do mandato?
O próprio Parlamento, seguindo o rito do Conselho de Ética.
Não é rede social, não é militância, não é lacração.
É voto, regra e responsabilidade.
No fim, o recado é claro: quando a esquerda passa dos limites, o discurso de “tudo é militância” já não cola como antes.
E, desta vez, quem pode pagar a conta é uma das principais vozes do PSOL em Brasília.