Quem achou que o 7 de Setembro de 2022 tinha sido o último grande grito verde e amarelo em Copacabana pode ter se enganado feio.
A esquerda correu para decretar o fim do bolsonarismo, a imprensa repetiu o coro, e o sistema apostou que o povo voltaria quieto para casa.
Mas Copacabana nunca foi apenas uma praia.
Foi palco de impeachment, de Lava Jato, de famílias de verde e amarelo lotando a orla enquanto a esquerda chamava todo mundo de “golpista” e “fascista”.
Agora, o mesmo cenário volta ao centro do tabuleiro, com um detalhe que incomoda muito o PT: quem puxa o ato é o herdeiro político direto de Jair Bolsonaro.
Por que Copacabana assusta tanto?
Porque é o símbolo mais forte da direita nas ruas, onde a narrativa da esquerda sempre desmorona diante das imagens aéreas.
O que a esquerda mais teme?
Teme ver novamente multidões espontâneas, sem mortadela, sem sindicato, mostrando que o movimento continua vivo.
Enquanto Lula tenta reviver seu passado sindical em São Bernardo, cercado de velhas estruturas petistas, Flávio Bolsonaro escolhe dois lugares que falam direto com a memória do brasileiro: Copacabana e Juiz de Fora, a cidade da facada que quase tirou a vida de seu pai em 2018.
Por que Juiz de Fora incomoda tanto?
A imprensa tenta colar em Flávio todos os rótulos possíveis, resgata acusações antigas, fala em isolamento político, mas ignora um ponto central: quando a direita vai para a rua, não precisa de “aliança de partido”, precisa de povo.
E é exatamente isso que esse primeiro ato em Copacabana quer testar.
Afinal, o bolsonarismo acabou mesmo?
A base pode estar silenciosa, mas não desapareceu.
Com slogan que resgata o nome do pai, estética parecida e escolha calculada dos locais, Flávio se coloca claramente como sucessor do ex-presidente.
A pergunta que fica é simples e incômoda para o PT: se o movimento estivesse morto, por que tanta preocupação com um ato em uma praia?
Até quando vão fingir normalidade?
Até o dia em que as imagens de Copacabana lotada voltarem a circular e o discurso de que “o Brasil virou a página” desabar de vez.