Quem ainda acreditava que o Centrão tinha virado “conservador” está tomando mais um choque de realidade.
Na hora do discurso, é defesa da família, combate à corrupção, crítica ao PT.
Mas quando o assunto é manter poder, cargos e verbas, a conversa muda rápido em Brasília.
Brasil em alerta
Por que o Centrão sempre vence?
O discurso muda conforme o vento eleitoral, mas a prática é sempre a mesma.
Agora, às vésperas de mais uma eleição, o roteiro se repete.
Partidos que namoraram aproximação com Flávio Bolsonaro, que se venderam como alternativa ao petismo, de repente anunciam “neutralidade” na corrida presidencial.
Neutralidade para quem?
Para o eleitor ou para garantir que Lula continue confortável no Planalto?
Jogo perigoso
Quem realmente manda no Congresso?
Hoje, o bloco do Centrão controla a pauta, os cargos estratégicos e faz o equilíbrio de forças entre Executivo e Legislativo, sempre cobrando caro por isso.
Enquanto a esquerda posa de vítima e fala em “democracia ameaçada”, o que se vê é o velho toma-lá-dá-cá funcionando a todo vapor.
Lula, que dizia combater a velha política, volta a se abraçar com os mesmos caciques de sempre.
Davi Alcolumbre reaparece em clima de paz com o Planalto, depois de meses de afastamento.
Tudo muito conveniente.
Traição ao eleitor
Centrão está realmente neutro hoje?
Não.
A suposta neutralidade esconde acordos regionais, palanques compartilhados e apoio velado à permanência de Lula no poder.
E o ponto mais simbólico dessa virada é direto no coração da Câmara: Hugo Motta, presidente da Casa e integrante de partido que se vende como conservador, anuncia apoio à reeleição do petista.
O mesmo bloco que flertava com Bolsonaro agora ajuda a pavimentar o caminho para mais quatro anos de PT.
A pergunta que fica é simples: até quando o eleitor de direita vai aceitar ser usado como massa de manobra por políticos que falam uma coisa na campanha e fazem o oposto nos bastidores?