Mais um brasileiro comum, réu primário, com bons antecedentes, passa anos com a vida pendurada em um processo que parece não ter fim.
Enquanto a esquerda posa de defensora da democracia e o STF segue tratando o 8 de janeiro como caso de exceção, famílias inteiras vivem um calvário silencioso, longe dos holofotes e da blindagem reservada a poderosos amigos do sistema.
Por que só um lado paga?
A narrativa oficial fala em "golpe de Estado", mas ignora que muitos réus nunca quebraram nada, não lideraram nada e, como no caso de Ronaldo Édison Richard, são acusados até por simplesmente autorizar a saída de um ônibus.
Quem responde por essa pressão toda?
Ronaldo, de 63 anos, réu do 8 de janeiro, morreu vítima de infarto em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, segundo a Associação de Familiares e Vítimas do 8/1. Ele respondia em liberdade, mas com a marca de "golpista" nas costas, denunciado pela PGR por golpe de Estado, associação criminosa, dano e depredação do patrimônio público.
A defesa sempre negou que ele tivesse financiado caravana para Brasília, afirmando que apenas assinou autorização para o ônibus sair da garagem.
Quantas vidas serão destruídas ainda?
Ronaldo morreu sem ver o fim da ação que marcou sua vida e a de sua família.
A própria Asfav o chama de mais uma vítima do 8 de janeiro.
Vítima de quê, exatamente?
Da violência física ou da violência de um sistema que escolhe quem deve ser esmagado?
Quem consola essa família hoje?
O país assiste, cansado, a um padrão: dureza máxima para quem é associado à direita, compreensão infinita para aliados da esquerda.
Ronaldo se vai sem sentença final, mas com a reputação destruída.
E fica a pergunta que ecoa em milhões de brasileiros: até quando essa justiça de dois pesos e duas medidas vai seguir fazendo vítimas em silêncio?