Todo mundo já percebeu o clima: quando a denúncia atinge gente ligada à esquerda, o peso da máquina muda de lado.
Agora, a coisa foi além do limite.
Em vez de investigar com transparência as suspeitas envolvendo a família de Flávio Dino no Maranhão, o foco virou quem ousou fornecer informações para a imprensa.
Primeiro, o jornalista Luís Pablo foi alvo da Polícia Federal depois de mostrar o suposto uso de carros do Judiciário do Maranhão por parentes de Dino, com combustível pago pelo dinheiro público.
Agora, por decisão de Alexandre de Moraes, a PF bateu na porta do ex-secretário de Segurança Raimundo Cutrim, apontado como fonte das reportagens.
Quem está sendo realmente protegido aqui?
A decisão de Moraes fala em risco à integridade física de Dino e familiares e em suposto suporte material e financeiro ao jornalista.
Com isso, celulares, computadores e eletrônicos de Cutrim e de um advogado foram apreendidos.
O jornalista diz que os 100 mil reais citados eram empréstimo para compra de propriedade rural, já quitado.
Por que só fonte de esquerda vale?
Porque quando a Lava Jato investigava poderosos, nunca houve busca e apreensão contra jornalistas para descobrir fonte.
O próprio Deltan Dallagnol lembrou: seria autoritário e inconstitucional.
Agora, com ministro do STF e ex-governador do Maranhão no centro da polêmica, o sigilo da fonte vira detalhe incômodo.
Cadê a liberdade de imprensa agora?
Se o Estado pode usar PF e STF para chegar à fonte de uma reportagem incômoda, quem vai ter coragem de denunciar corrupção e abuso de autoridade?
Por que o caso Dino não anda?
Em vez de esclarecer o possível uso de carro do Tribunal de Justiça para fins pessoais, o sistema parece mais preocupado em calar quem expôs o problema.
Até quando essa blindagem seletiva?
Enquanto jornalistas e fontes ligados à direita são tratados como ameaça, figuras da esquerda e seus aliados no poder seguem cercados de proteção.
O recado é óbvio: mexeu com os intocáveis, a conta chega rápido.
E o Brasil assiste, cansado, a mais um capítulo em que a Constituição vale menos do que a vontade dos donos do poder.