Há anos a esquerda repete o discurso de “defesa da imprensa livre”, “proteção ao jornalismo” e “respeito ao sigilo da fonte”.
Na prática, quando a denúncia encosta em gente do próprio sistema, o jogo muda rapidinho.
Dessa vez, o alvo não é corrupto usando carro oficial como se fosse Uber particular.
O foco virou justamente quem ousou revelar o uso de veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Flávio Dino em eventos sem relação com a Justiça.
A inversão é total: o privilégio some de cena, a fonte e o jornalista entram na mira.
Ninguém esperava menos de quem comanda o famoso “inquérito do fim do mundo”, que já virou símbolo de tudo aquilo que a Constituição não permite, mas vai sendo empurrado goela abaixo.
Agora, a decisão de Alexandre de Moraes autoriza busca e apreensão contra um ex-secretário estadual acusado de repassar informações ao jornalista Luís Pablo.
Em vez de proteger quem denuncia o uso privado da máquina pública, o sistema aperta o cerco justamente sobre ele.
Por que a fonte virou criminosa agora?
Quando interessa, o sigilo da fonte é sagrado.
Quando incomoda, vira detalhe descartável.
Onde ficou a liberdade de imprensa?
Jornalista independente passa a trabalhar com medo, enquanto militante de esquerda segue blindado.
Se isso acontecesse em país escandinavo, seria escândalo nacional e renúncia em massa.
Aqui, o recado é outro: mexeu com a turma errada, a conta chega.
E o brasileiro, mais uma vez, assiste ao STF rasgar na prática aquilo que diz defender nos discursos bonitos sobre democracia e Estado de Direito.