Há anos a direita avisa, apanha, é censurada e chamada de “golpista” por denunciar o avanço autoritário do Supremo e a blindagem da turma de sempre.
Enquanto isso, parte da imprensa e da classe política construiu, com carinho e verba pública, a imagem de certos ministros como heróis da democracia.
Agora, quando uma investigação atinge justamente quem teria exposto supostos privilégios de um ministro do STF, o roteiro se repete: PF em ação, sigilo, mandado de busca e apreensão e silêncio confortável da esquerda.
A pergunta que não quer calar é simples.
Quem está sendo realmente protegido?
Está claro que o sistema se move rápido quando alguém incomoda figuras poderosas, como Flávio Dino, hoje colega de Alexandre de Moraes no STF.
O alvo da vez é Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão, apontado como fonte de reportagens que denunciaram uso irregular de carros oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e familiares.
Junto dele, um jornalista que ousou publicar as denúncias também já foi alvo de operação anterior.
Por que fonte jornalística virou inimiga?
Porque, na prática, quando a fonte atinge um ministro alinhado ao governo e ao establishment, o discurso de “liberdade de imprensa” some.
A defesa de Cutrim lembra o óbvio: a Constituição protege o sigilo da fonte.
Mas essa proteção vale para todos ou só para quem agrada a narrativa oficial?
Existe liberdade de imprensa para todos?
Na teoria, sim.
Na prática, vemos operações, apreensão de equipamentos de jornalista e agora busca e apreensão contra quem teria fornecido informações sobre possíveis irregularidades de um ministro.
Tudo com aval de Alexandre de Moraes, o mesmo que parte da mídia vendeu como símbolo de virtude.
Até quando essa seletividade continuará?
Foi nesse contexto que Eduardo Bolsonaro perdeu a paciência e chamou Moraes de “tiranete de beira de estrada”, cobrando uma mea culpa de quem ajudou a construir o mito do ministro virtuoso.
Para o ex-deputado, o caso é lição para as próximas gerações: não se vender por verba pública nem se curvar a um regime que ele classifica como ditatorial.
No fim, a pergunta que ecoa entre conservadores é direta: quando a denúncia atinge a esquerda, quem ousa falar vira alvo, e o STF mostra, mais uma vez, de que lado escolheu ficar.