Quem acompanha a escalada de poder do STF já percebeu que a linha foi cruzada faz tempo.
A cada nova decisão, a sensação é a mesma: mais um passo para calar quem ousa incomodar os donos do sistema.
Agora, nem jornalista nem fonte podem se sentir seguros ao denunciar poderosos ligados à esquerda.
Por que isso preocupa tanto agora?
Porque, desta vez, o alvo foi justamente o coração da liberdade de imprensa: o sigilo da fonte.
Quando um ministro do Supremo autoriza quebrar sigilo de jornalista e ainda manda operação contra a suposta fonte, o recado é claro: pense duas vezes antes de denunciar gente ligada ao poder.
O que está em jogo aqui?
Está em jogo a possibilidade de qualquer cidadão confiar em um jornalista para expor irregularidades.
Se a fonte vira alvo, quem vai ter coragem de denunciar esquema envolvendo ministro, tribunal ou governo?
Quem está sendo protegido de verdade?
Na prática, quem sai blindado é o grupo político que hoje se beneficia desse clima de medo.
A reportagem questionava o uso particular de carro blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares.
Em vez de explicação transparente, veio a máquina pesada do Estado em cima de quem investigou.
Isso vale só para um caso específico?
Não.
E é exatamente aí que está o perigo.
Como lembrou Flávio Bolsonaro, decisão judicial vira precedente.
Hoje é um jornalista maranhense e uma fonte ligada a denúncia contra aliado da esquerda.
Amanhã, qualquer profissional que ouse expor bastidores do STF ou de ministros “intocáveis” pode ser enquadrado com a mesma desculpa.
Por que chamam isso de cheque em branco?
A jurisprudência apontada por jornalistas como Wilson Lima mostra que o recado foi dado: se a matéria atingir o tribunal ou seus aliados, a fonte pode ser caçada.
Até quando a liberdade de imprensa será tratada como inimiga quando contraria o projeto de poder da esquerda e de um STF sem freio?