Há anos a direita avisa sobre o avanço autoritário travestido de “defesa da democracia”.
Enquanto isso, parte da imprensa e da esquerda construiu um verdadeiro altar para Alexandre de Moraes e seus colegas, tratando qualquer crítica como crime de lesa-pátria.
Agora, quando a máquina começa a mirar quem ousa expor ministros do próprio STF, muita gente finge surpresa.
Que democracia é essa mesmo?
Quem está sendo realmente protegido?
O caso é direto: a PF, com aval da PGR, pediu operação contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão, apontado como fonte de reportagens que expuseram o uso de carros oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e familiares.
Adivinhe quem autorizou a busca e apreensão?
Alexandre de Moraes.
Liberdade de imprensa acabou quando?
Ela começa a acabar quando o Estado passa a perseguir quem fornece informação incômoda sobre autoridades, violando na prática o sigilo da fonte garantido pela Constituição.
Não é a primeira vez.
O jornalista Luís Pablo já tinha sido alvo de operação, com apreensão de equipamentos, também por ordem de Moraes.
Agora, a mira vai para a suposta fonte.
E a esquerda, que sempre gritou por “liberdade de imprensa”, está em silêncio constrangedor.
Quem lucra com esse medo?
Quem está no topo da estrutura de poder, blindado por decisões judiciais que intimidam qualquer denúncia contra o sistema.
Foi nesse contexto que Eduardo Bolsonaro chamou Moraes de “tiranete de beira de estrada” e cobrou mea culpa de quem ajudou a vender a imagem de ministro virtuoso.
Ele lembrou que a direita alertou, foi ridicularizada, e agora o próprio STF confirma, na prática, o que muitos temiam: um ambiente em que criticar ministro virou risco real.
Até quando o Brasil vai aceitar que quem denuncia poderosos seja tratado como criminoso, enquanto os poderosos seguem intocáveis?