Quem acompanha a política brasileira já conhece o roteiro: qualquer movimento da polícia vira motivo para a esquerda gritar “autoritarismo” e posar de vítima.
Quando o assunto é segurança pública, o discurso muda conforme a conveniência.
Na periferia, pedem mais presença da PM.
Quando a viatura aparece perto de um figurão do PT, aí vira “intimidação”.
Por que a esquerda teme polícia forte?
A esquerda teme porque polícia forte desmonta o caos que alimenta seu discurso de vítima permanente.
Uma PM atuante e respeitada tira espaço da narrativa de abandono que o PT explora há décadas.
Agora, o personagem é Fernando Haddad, ex-ministro de Lula e velho conhecido dos paulistanos.
Ele relatou que uma viatura da PM, armada com fuzis, teria emparelhado com o carro em que estava e depois seguido o veículo com seu motorista.
Nada de abordagem violenta, nada de arma apontada, nada de prisão.
Mesmo assim, virou “abordagem ostensiva” e “intimidadora”.
Haddad realmente foi perseguido pela PM?
Não há qualquer prova de perseguição, apenas a versão assustada do motorista e a interpretação política da campanha petista.
O mais previsível veio em seguida: cobrança pública ao governador Tarcísio de Freitas, justamente o candidato associado a uma agenda de lei e ordem em São Paulo.
Em plena disputa eleitoral, a campanha de Lula e Haddad tenta colar na PM a pecha de “autoritária” e, de quebra, desgastar o governo estadual.
Por que atacar Tarcísio nesse episódio?
Enquanto isso, o coordenador da campanha de Lula fala em “traço muito ruim, muito autoritário” na polícia paulista, repetindo a velha narrativa de que a PM é gentil em bairro nobre e truculenta na periferia.
Justo o mesmo grupo político que sempre foi acusado de abandonar a segurança pública agora posa de guardião dos direitos contra a “polícia que mais mata”.
Até quando a PM será usada como bode expiatório de campanha eleitoral?