Quem acompanha a política brasileira já percebeu como a narrativa da esquerda muda conforme a conveniência.
Quando é para atacar a polícia, o discurso é de “excesso”, “opressão”, “estado policial”.
Quando o problema é o avanço da criminalidade, a culpa nunca é da falta de apoio às forças de segurança.
Agora, mais uma cena entra para esse roteiro cansado: Fernando Haddad, ministro petista, relatando quase às lágrimas que uma viatura da PM, com fuzis, emparelhou com seu carro e o seguiu até a porta de casa.
A viatura ficou por perto, não houve abordagem padrão, ninguém encostou nele, mas o drama foi imediato.
Por que tanto medo da polícia?
Em vez de reconhecer o trabalho de quem arrisca a vida diariamente, o ministro já anunciou que vai levar o caso ao governo do estado, transformando uma ronda em potencial palanque político.
Quem está realmente sendo ameaçado aqui?
Não foi relatada ameaça, agressão ou abuso.
O que houve foi a presença de uma viatura armada, exatamente como se espera em um país tomado pelo crime.
O motorista teria ficado abalado ao ver três fuzis dentro do carro policial.
Mas onde está essa mesma comoção quando o cidadão comum é cercado por bandidos com fuzis nas ruas?
Por que só agora reclama tanto?
A diferença é que o brasileiro comum não tem acesso direto a governador, não transforma ocorrência em discurso, nem tenta usar a situação para reforçar a velha narrativa contra a polícia.
Até quando a esquerda vai tratar bandido como vítima e policial como suspeito?
Enquanto isso, o cidadão de bem segue desarmado, exposto e sem a mesma voz que um ministro petista tem para reclamar de uma simples viatura na porta de casa.