Há anos a esquerda posa de dona exclusiva dos “direitos humanos”, enquanto ataca, humilha e rotula qualquer um que discorde de sua cartilha.
Quando é a direita, tudo vira “discurso de ódio”.
Quando é alguém do PSOL, é “resistência”, “revolução”, “corpo político”.
O roteiro é sempre o mesmo e o público conservador já decorou.
Erika Hilton virou símbolo perfeito dessa narrativa: eleita pelo PSOL, vive acusando a direita de perseguição, transfobia e até de desejar sua morte, mas não pensa duas vezes antes de chamar parte da população de “esgoto da sociedade” e “imbeCIS”.
Quando a reação vem, corre para o discurso de “caça às bruxas” e “extrema direita cruel”.
Até quando isso vai colar?
Quem está realmente sendo perseguido aqui?
O que existe é um processo formal no Conselho de Ética, com relator, votação e prazo, exatamente como manda o regimento.
O partido Missão apresentou representação por quebra de decoro, baseada em um tweet público de Erika Hilton, feito após ela assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Por que esse tweet virou problema?
Porque uma deputada federal, paga com dinheiro público, decidiu atacar cidadãos chamando-os de “esgoto da sociedade” e “imbeCIS”.
O Conselho de Ética entendeu que isso pode ferir o decoro parlamentar e, por 10 votos a 5, decidiu dar continuidade ao processo.
Não é censura, é responsabilização pelo que se fala ocupando cargo público.
Dois pesos e duas medidas?
Quando deputados de direita são processados, a esquerda comemora, pede cassação imediata e chama de “vitória da democracia”.
Quando o alvo é uma estrela do PSOL, de repente tudo vira “perseguição”, “medo do nosso poder” e “tentativa de silenciar minorias”.
A mesma regra não vale para todos?
Enquanto aliados falam em “revanche política” e tentam tirar o relator por ser de oposição, o fato concreto é um só: o Conselho decidiu que há indícios suficientes para investigar.
Agora, Erika Hilton será notificada, poderá apresentar defesa, provas e testemunhas.
No fim, o relator poderá pedir desde arquivamento até punição mais dura, inclusive perda de mandato, que dependeria do plenário.
No meio de tanto teatro de vitimização, uma coisa ficou clara: pela primeira vez, o discurso agressivo e arrogante que a esquerda usa nas redes pode ter consequência real dentro da própria Câmara.
E isso, para quem sempre se achou intocável, dói muito mais do que qualquer tweet.