Quem acompanha a escalada de poder do STF e a blindagem em torno de figuras da esquerda já não se surpreende com mais nada.
Mas, mesmo assim, o que está acontecendo com o jornalista investigativo Luís Pablo passa de todos os limites.
Durante anos, a esquerda repetiu o discurso de defesa da imprensa livre, do jornalismo investigativo e do tal "controle social" do poder.
Quando as denúncias eram contra adversários, tudo valia.
Agora, quando o alvo das reportagens é um ministro do próprio Supremo, o jogo muda completamente.
Por que só jornalista incomoda tanto?
O recado é simples: mexeu com ministro, vai pagar o preço.
O que está em risco aqui?
Se até ex-secretário de Segurança é exposto como fonte, quem vai se arriscar a falar?
Isso vale para todos no Brasil?
Na prática, não.
Quando é alguém ligado à direita, a narrativa é de "combate às fake news" e "proteção às autoridades".
Quando é denúncia contra a esquerda, o foco vira o jornalista, não o fato revelado.
Por que a esquerda se cala agora?
Porque o alvo é um jornalista que ousou questionar o uso de carro oficial ligado à família de Flávio Dino, hoje ministro do STF.
Em vez de investigar a fundo as possíveis irregularidades, o sistema parece mais preocupado em destruir profissionalmente quem publicou as reportagens.
Quem protege o cidadão comum?
Se até jornalista investigativo, com provas em mãos, diz que querem destruí-lo por fazer seu trabalho, o que sobra para o brasileiro comum?
A mensagem que fica é de medo, censura velada e um aviso: criticar os donos do poder pode custar caro.
No fim, o caso Luís Pablo expõe a contradição máxima: o mesmo sistema que deveria garantir liberdade de imprensa e sigilo de fonte está sendo usado para calar, intimidar e dar um recado a todos que ousarem enfrentar a narrativa oficial da esquerda e de seus protegidos no topo do Judiciário.