Quem acompanha a política brasileira já percebeu como a esquerda adora falar em transparência, combate a privilégios e defesa dos mais pobres.
Mas, na hora de mexer com emenda parlamentar gorda, a conversa muda rápido.
E, curiosamente, quase sempre cai no colo dos mesmos grupos, dos mesmos movimentos e das mesmas bases eleitorais.
Por que sempre sobra para o contribuinte?
A conta chega justamente para quem paga imposto e não tem voz nenhuma na escolha de para onde vai cada milhão em emenda.
Enquanto isso, movimentos aliados seguem sendo abastecidos com dinheiro público.
Agora, o foco está em Lindbergh Farias, velho conhecido do PT, ex-líder de passeata, defensor do MST e da narrativa de que a direita é que “aparelha o Estado”.
Ele foi eleito pelo Rio de Janeiro, mas a maior parte da verba do Programa de Aquisição de Alimentos que indicou em 2025 não ficou no seu Estado.
Por que o dinheiro saiu do Rio?
Porque a maior fatia, cerca de R$ 1,7 milhão, foi parar em três cooperativas ligadas ao MST no Paraná, todas em regiões que fazem parte da base política de Gleisi Hoffmann, ministra de Lula e companheira de Lindbergh.
Coincidência ou estratégia política?
Os dados mostram que, entre dezenas de parlamentares que indicaram emendas ao PAA, quase ninguém mandou dinheiro para cooperativas de outros Estados.
Mas Lindbergh fez justamente isso, e em volume muito maior que os demais.
A situação ficou tão estranha que o caso chegou ao Supremo.
Flávio Dino, hoje ministro do STF e ex-aliado de primeira hora do governo Lula, determinou que Lindbergh e a própria Câmara expliquem, em dez dias úteis, como essa emenda de um deputado do Rio acabou irrigando cooperativas ligadas ao MST no Paraná, reduto de Gleisi.
Quem escolheu realmente as cooperativas?
A estatal, por sua vez, fala em critérios técnicos e necessidade de comprar de outros Estados.
Se é tudo tão técnico e transparente, por que quase ninguém faz igual?
Enquanto a esquerda acusa “perseguição política” quando é cobrada, o brasileiro olha para mais esse caso e se pergunta até quando dinheiro público vai continuar servindo de combustível para projetos de poder disfarçados de política social.