Enquanto o brasileiro lida com inflação, insegurança e decisões políticas cada vez mais distantes da realidade, a grande mídia corre para celebrar mais um espetáculo no céu.
É sempre assim: quando o assunto é festa, show, artista engajado e deslumbramento coletivo, sobra espaço, transmissão ao vivo, comentarista emocionado e textão nas redes.
De repente, milhares de pessoas na Europa param tudo para olhar para cima, como se o mundo estivesse perfeito aqui embaixo.
A mesma turma que vive falando de “ciência” só lembra desse discurso quando é para fazer espetáculo, não para cobrar coerência de governos de esquerda, nem para questionar decisões de burocratas intocáveis.
Ninguém pergunta por que tanta mobilização para um fenômeno natural e tão pouco interesse em discutir liberdade, economia e o avanço de agendas ideológicas.
Quem ganha com essa distração permanente?
Quem lucra com tanta distração?
Por que a mídia vibra com isso?
Porque é assunto fácil, emotivo, sem cobrança a governo, STF ou partidos.
Por que ninguém fala do Brasil?
Porque admitir nossos problemas expõe fracassos de projetos progressistas recentes.
Na Islândia, Espanha, Portugal, o dia virou noite por alguns minutos.
Aqui, a sensação é de que a escuridão é permanente quando o assunto é transparência, justiça igual para todos e respeito ao cidadão comum.
Lá, o eclipse é raro.
Aqui, o que é raro é ver imprensa e sistema olhando para o que realmente importa.
No fim, o eclipse solar total só escancarou mais uma vez a velha fórmula: muito brilho no céu, pouca luz na política.
E o brasileiro, mais uma vez, fica na sombra das prioridades tortas de quem manda na narrativa.