Quem ainda tinha dúvida sobre até onde o sistema iria para proteger seus próprios membros está vendo a resposta ao vivo.
Quando o assunto é perseguir conservador, a caneta corre solta.
Mas quando alguém de fora resolve questionar os abusos, o governo inteiro se mobiliza para blindar o “intocável” da vez.
A Advocacia-Geral da União voltou à Justiça dos Estados Unidos para reforçar o pedido de arquivamento da ação da Rumble e da Trump Media contra Alexandre de Moraes.
Em vez de discutir o mérito das ordens de bloqueio e censura, o governo Lula correu para se esconder atrás da lei de imunidade de Estados estrangeiros, o FSIA, dizendo que, na prática, processar Moraes é processar o próprio Brasil.
Por que o governo teme esse processo?
A AGU afirma que as ordens contestadas são “atos tipicamente soberanos” e que a autoridade de Moraes foi delegada pela Presidência do STF e referendada por um colegiado de cinco ministros.
Ou seja, o próprio governo admite que a máquina de Estado está por trás dessas decisões que atingem redes, perfis e empresas.
Quem responde por esses abusos todos?
Segundo a tese da AGU, quem responde é o Estado brasileiro, mas, na prática, ninguém é responsabilizado individualmente, o que reforça a sensação de impunidade e blindagem para autoridades que extrapolam.
As empresas alegam violação da liberdade de expressão e da soberania americana, pedindo que as ordens de Moraes sejam declaradas nulas.
Do outro lado, o governo brasileiro diz que não há nenhuma exceção ao FSIA e que o caso deve simplesmente ser enterrado.
Isso é defesa do Brasil ou defesa de um ministro?
Enquanto isso, segue a pergunta que ecoa entre conservadores: quando é contra a direita, vale tudo; quando alguém reage, o sistema se fecha.
Até quando o Brasil vai aceitar essa seletividade travestida de “ato soberano”?