Todo mundo já percebeu o padrão: quando o assunto é STF, Lula nunca joga limpo na luz do dia.
Sempre é conversa reservada, jantar fechado, telefonema fora da agenda.
E, mais uma vez, o roteiro se repete com a figura de Davi Alcolumbre, o mesmo que já comandou sabatinas e blindagens convenientes para a esquerda.
Agora, o governo admite que Lula e Alcolumbre se reuniram no Alvorada, com direito a presença da líder do governo no Senado, Teresa Leitão.
Falam em “destravar pautas”, em PEC da Segurança Pública, em fim da escala 6x1, em MP da taxa das blusinhas.
Tudo embalado naquele discurso bonitinho de “agenda do povo”, enquanto, nos bastidores, o que realmente interessa é manter o controle político e judicial do país.
Por que Lula evita falar claramente?
O que Alcolumbre ganha com isso?
Ganha influência, cargos, poder de barganha e a chave da porta de entrada de qualquer indicado ao STF.
O governo jura que Lula e Alcolumbre não trataram de Jorge Messias nessa reunião.
Mas, ao mesmo tempo, auxiliares admitem que Lula quer discutir o nome do AGU a sós com o senador.
Se é tão republicano assim, por que tanto segredo?
Por que não falar às claras com o país?
Quem controla hoje o Senado?
Um grupo alinhado ao governo, que negocia pauta por pauta em troca de espaço e favores.
Enquanto isso, a esquerda segue dizendo que “instituições estão funcionando” e que não há perseguição política, só “justiça”.
Mas quando o assunto é indicação ao STF, tudo vira operação silenciosa, cálculo eleitoral e pressa para resolver tudo antes do primeiro turno.
A pergunta que fica é simples: até quando o Brasil vai aceitar que o futuro do Supremo seja decidido em jantares fechados entre Lula e Alcolumbre, longe dos olhos do povo?