Todo mundo já percebeu como, nos últimos anos, a figura de certos ministros do STF virou intocável.
Críticas viraram quase crime, decisões não podem ser questionadas e qualquer contestação é tratada como ameaça à democracia.
Enquanto isso, o cidadão comum segue sem defesa, pagando imposto e assistindo calado a esse espetáculo de poder sem freio.
Agora, o governo Lula dá mais um passo nessa blindagem.
A Advocacia-Geral da União decidiu insistir na Justiça dos Estados Unidos para que seja arquivada, de forma definitiva, a ação movida pela Rumble e pela Trump Media contra Alexandre de Moraes.
O que era um processo apresentado, segundo as empresas, contra o ministro em caráter pessoal, o Brasil resolveu abraçar como se fosse contra o próprio Estado brasileiro.
Por que o governo defende tanto Moraes?
Porque trata qualquer crítica a ele como ataque ao regime, confundindo propositalmente pessoa e instituição, e usando a máquina pública para protegê-lo.
Quem paga essa conta toda?
A AGU argumenta que, na prática, a ação atinge o Estado, porque questiona decisões judiciais de Moraes, referendadas por outros ministros do STF, e invoca a lei de imunidade soberana dos Estados estrangeiros nos EUA.
Ou seja, o recado é claro: mexeu com Moraes, mexeu com o Brasil.
Mas quando é a esquerda, artistas engajados ou aliados do governo atacando conservadores e censurando vozes de direita, alguém vê essa mesma pressa em defender liberdade de expressão?
Onde fica a liberdade de expressão?
As empresas alegam que as ordens sigilosas de Moraes violam a Primeira Emenda americana ao mandar bloquear contas no exterior, mas o governo brasileiro ignora o debate e só corre para calar o processo.
Por que tanta pressa em arquivar?
Enquanto isso, o brasileiro assiste, cansado, a mais um capítulo em que o Estado se move rápido, gasta alto e se mobiliza inteiro para proteger um ministro, mas é lento, seletivo e omisso quando se trata de defender o cidadão comum e a direita perseguida.