Quem acompanha a política em Minas Gerais já percebeu que o estado virou peça-chave na resistência ao projeto de poder da esquerda.
Enquanto o STF avança, Lula tenta se consolidar e a máquina federal trabalha sem descanso, a expectativa era ver a direita mineira organizada, unida e pronta para a disputa.
Mas, na prática, o que se viu foi um longo impasse.
De um lado, o PL, partido de Bolsonaro, tentando montar uma chapa forte.
Do outro, Cleitinho, senador que ganhou fama com discurso contra privilégios e contra a velha política.
A base conservadora esperava definição rápida, alinhamento e foco.
Em vez disso, veio a novela.
Por que tanta demora em decidir?
A demora criou insegurança, travou conversas e abriu espaço para incertezas dentro e fora de Minas.
Quem ganha com essa divisão toda?
Quem se beneficia é a esquerda, que vê a oposição gastando energia em disputa interna, não em enfrentar o sistema.
Nikolas Ferreira, um dos principais nomes da direita no país, não escondeu o incômodo.
Ao admitir que a indefinição de Cleitinho atrapalhou as articulações em Minas e até negociações nacionais entre PL e Republicanos, ele verbalizou o que muita gente já comentava nos bastidores: o tempo foi dado, a paciência foi esticada, mas a decisão não veio na hora certa.
Isso é só briga de ego político?
Quando Minas atrasa, toda a estratégia nacional da direita sente o impacto e perde força.
Agora, com o PL avançando com o nome do empresário Flávio Roscoe e Cleitinho confirmando candidatura pelo Republicanos, o risco é claro: divisão de votos, confusão no eleitorado conservador e enfraquecimento justamente onde a direita poderia mostrar unidade e maturidade.
Até quando a direita vai se permitir esse tipo de vacilo estratégico enquanto a esquerda joga unida, blindada e protegida pelas instituições?