Há anos o brasileiro escuta discurso bonito sobre responsabilidade fiscal, corte de gastos e fim de privilégios.
Na prática, quando a conta estoura, quem paga é sempre o mesmo: o cidadão comum, que vê imposto subir, serviço piorar e político continuar intocado, com salário cheio, penduricalho garantido e verba liberada.
Por que só o povo paga sempre?
Agora, um movimento diferente começa a incomodar justamente esse sistema.
Nikolas Ferreira, do PL, apresentou a chamada PEC da Responsabilidade, que faz o óbvio que ninguém teve coragem de fazer: se o governo estourar meta fiscal ou deixar a dívida pública fugir do controle, o corte começa no topo, no bolso de deputados, senadores, presidente, vice e ministros.
Quem deve pagar pela irresponsabilidade?
Segundo a proposta, quem tem o poder de gastar assume o custo do descontrole.
Nada de mexer em saúde, educação, segurança, aposentadorias e benefícios essenciais.
O alvo são despesas não essenciais, penduricalhos, verbas indenizatórias e emendas que não vão para áreas prioritárias.
Por que a esquerda teme essa PEC?
Porque ela desmonta a narrativa de que “não tem dinheiro” enquanto mantém intactos salários e privilégios da cúpula.
Obriga a alta casta política a sentir no próprio bolso o rombo que ajuda a criar.
Inspirada no modelo de Javier Milei na Argentina, a PEC ainda impede o truque clássico da esquerda: aumentar imposto ou usar receita extra para maquiar o problema.
A saída tem de ser corte de gasto, não mais aperto no contribuinte.
Quem vai ter coragem de assinar?
Cada deputado que se recusar a apoiar estará, na prática, dizendo ao eleitor que prefere manter a mamata intocada.
É o tipo de votação que separa quem está do lado do povo de quem vive da máquina.
No fim, a pergunta que fica é direta: quando o rombo aparece, você prefere cortar no posto de saúde ou no salário de quem estourou o orçamento?
Nikolas já escolheu.
Agora, o Congresso vai ter de mostrar de que lado está.