Quem acompanha televisão há décadas sabe muito bem quem é Ratinho.
Sempre o mesmo estilo direto, brincalhão, popular, falando a língua do povo simples que a elite progressista despreza.
Foram 28 anos de programa, piadas, bordões, sem que a esquerda militante se importasse muito.
Enquanto servia para dar audiência e faturar, tudo bem.
De uns anos para cá, porém, qualquer palavra vira motivo para processo, linchamento virtual e tentativa de censura.
A mesma turma que relativiza ofensa a cristão, debocha de família e ataca conservador agora posa de guardiã da moral e dos bons costumes, desde que seja a moral identitária deles.
Ninguém estranha essa seletividade escancarada?
Sim.
Quando é alguém de direita, o rigor aparece.
Quando é artista de esquerda, vale a desculpa da "liberdade de expressão".
Por que só um lado apanha?
Porque a máquina militante e institucional mira justamente quem fala com o povo e não se curva ao politicamente correto.
Agora, o Ministério Público de São Paulo abriu investigação contra Ratinho por suposta homofobia, após ele dizer em tom de brincadeira que o cantor Tiago Piquilo estava "com uma cara de viado".
O próprio Tiago, amigo de mais de 20 anos, afirmou que não se sentiu ofendido.
Mesmo assim, um deputado suplente e ativista LGBT correu para representar contra o apresentador, e a Promotoria aceitou.
Isso é homofobia de verdade?
Foi uma piada entre amigos, sem intenção de discriminar, reconhecida como tal pelo próprio alvo do comentário.
Enquanto criminosos reais seguem soltos, o sistema gasta tempo e estrutura para investigar uma brincadeira em programa de TV.
Ratinho, irritado, já avisou que não fará mais esse tipo de piada.
É exatamente isso que a patrulha quer: calar, intimidar, domesticar qualquer voz popular que não reze a cartilha progressista.
Até quando o Brasil vai aceitar que o humor seja policiado, a direita perseguida e a esquerda blindada em nome de uma suposta "tolerância" que só vale para um lado?