No Brasil de hoje, todo mundo já entendeu como funciona o jogo: quando a denúncia atinge gente ligada à esquerda ou ao STF, a reação não é responder com transparência, é partir para cima de quem ousou mostrar o problema.
A sensação é de déjà-vu: a lei vale de um jeito para o cidadão comum e de outro para ministros e aliados.
Dessa vez, o alvo é um jornalista que fez reportagens sobre possível uso de carro oficial do Judiciário por Flávio Dino e sua família em São Luís.
Em vez de discutir se houve ou não irregularidade, a máquina estatal se voltou contra quem publicou as informações, com busca e apreensão, celulares vasculhados e até fonte exposta.
Quem está sendo realmente protegido aqui?
Por que jornalista virou criminoso agora?
Porque, segundo a PF, as reportagens teriam causado “perturbação do equilíbrio psicológico” do ministro.
Ou seja, crítica e exposição de uso de veículo oficial viram motivo para tratar jornalista como ameaça à integridade psicológica de autoridade.
Isso é liberdade de imprensa?
Quando o Estado ignora o sigilo da fonte e usa inquérito no STF para investigar quem não tem foro, o recado é de intimidação, não de transparência.
Enquanto isso, o inquérito das fake news, aberto sem limite de prazo, vira guarda-chuva para puxar tudo que incomoda o Supremo e figuras da esquerda.
A Constituição garante sigilo de fonte, mas na prática o jornalista e o informante acabam expostos e investigados.
Até quando crítica a ministro será tratada como crime?
Quando o abalo psicológico de autoridades passou a pesar mais que o direito do brasileiro de saber como o poder usa carros, estruturas e dinheiro públicos?
O público está cansado de ver denúncia contra a esquerda virar “ataque à democracia” e jornalista ser tratado como inimigo por fazer perguntas incômodas.