Quem acompanha a cultura brasileira já percebeu: quando o artista é alinhado à esquerda, tudo vira “liberdade de expressão”.
Quando demonstra simpatia por pautas conservadoras, qualquer detalhe vira motivo de processo, manchete e linchamento moral.
Enquanto letras escrachadas, sexualizadas e politizadas da turma progressista passam ilesas, a Justiça encontra tempo para transformar até número de telefone em caso de dano moral.
Coincidência?
Por que só alguns artistas são cobrados?
A cobrança pública e judicial costuma recair com muito mais força sobre quem não reza pela cartilha progressista, enquanto outros são blindados pela mídia e por parte do sistema.
Por que esse caso ganhou tanta força?
Porque envolve um dos maiores nomes do sertanejo, estilo que o público conservador abraçou, e qualquer tropeço vira munição para quem quer desmoralizar esse segmento.
Gusttavo Lima foi condenado a pagar 149 mil reais por danos morais ao dono de um número de telefone citado na música Bloqueado, lançada em 2021. O empresário diz ter recebido milhares de mensagens e ligações após o sucesso da canção.
A Justiça de Pernambuco manteve a responsabilidade do cantor, mesmo ele provando que apenas interpretou a obra, sem compor a letra nem escolher o número.
Por que o intérprete foi responsabilizado sozinho?
O processo ainda não transitou em julgado, mas o pagamento provisório já foi autorizado.
Se a decisão mudar, ele pode reaver o valor.
Enquanto isso, outros processos semelhantes surgem pelo país, todos mirando a mesma música.
No fim, fica a sensação de que, para certos artistas, qualquer sucesso vira risco jurídico.
E a pergunta que não quer calar: se fosse um queridinho da esquerda, o rigor seria o mesmo?