Todo mundo lembra como a esquerda vivia discursando sobre liberdade de imprensa, “democracia em risco” e “ditadura nunca mais”.
Pois é justamente no governo que eles ajudaram a recolocar no poder que vemos o Judiciário avançando cada vez mais sobre direitos básicos, enquanto a velha turma de sempre finge que está tudo normal.
Quando o alvo era conservador, bastava gritar “combate às fake news” que valia qualquer coisa.
Agora, o cerco chegou a algo que a própria Constituição protege de forma claríssima: o sigilo da fonte jornalística.
E, curiosamente, o caso envolve reportagens sobre uso de carros do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de ninguém menos que o ministro Flávio Dino, hoje no STF, figura querida da esquerda.
Por que atacar justamente o sigilo da fonte?
Porque é ele que permite que denúncias contra poderosos cheguem à luz do dia.
Sem essa proteção, quem vai se arriscar a expor esquema envolvendo ministro, tribunal ou governo?
Quem está sendo investigado agora?
Raimundo Soares Cutrim e Diogo Diniz Lima, apontados como fontes do jornalista Luís Pablo, que publicou as reportagens sobre o uso de veículos do TJ do Maranhão por parentes de Flávio Dino.
Enquanto entidades de imprensa soam o alerta, a OAB Federal, que viveu de fazer discurso “democrático” contra governos de direita, simplesmente se cala.
Onde está aquela coragem toda agora?
Por que a OAB se calou?
A omissão da OAB expõe a seletividade: grita contra a direita, silencia quando o abuso vem de quem é alinhado à esquerda e ao sistema.
O próprio presidente do STF, Edson Fachin, já teve de lembrar o óbvio: sigilo da fonte é direito fundamental e o caso pode ter de ir ao plenário.
Ou seja, a decisão monocrática de Alexandre de Moraes é tão pesada que incomodou até dentro da própria Corte.
O que a oposição fez diante disso?
O deputado Cabo Gilberto Silva, do PL, apresentou mais um pedido de impeachment contra Moraes, apontando violação direta de garantia constitucional.
No fim, a pergunta que fica é simples: até onde vai esse poder concentrado nas mãos de um único ministro, que investiga, manda a PF agir, autoriza medidas invasivas e ainda julga quem ousa criticá-lo?