Todo mundo lembra como a esquerda e os grandes jornais vibraram quando nasceu o tal Inquérito das Fake News.
Diziam que era “necessário” para enfrentar o bolsonarismo, defender a democracia, proteger o STF.
Quem ousava criticar era chamado de golpista, extremista, inimigo das instituições.
Hoje, os mesmos jornalões fingem espanto porque Alexandre de Moraes autorizou violar o sigilo de fonte do jornalista Luis Pablo e enfiou o repórter dentro do inquérito do fim do mundo.
Justo o inquérito que eles aplaudiram lá atrás, quando a mira estava na direita.
Por que só reclamam agora?
Eles só reclamam porque, desta vez, o alvo é um jornalista que expôs ministro do STF e interesses políticos no Maranhão.
Quando a censura caiu sobre a revista Crusoé, em 2019, por revelar o e-mail de Marcelo Odebrecht chamando Dias Toffoli de “amigo do amigo de meu pai”, a maioria tratou como “excesso pontual”, não como o monstro que estava nascendo.
Quem criou esse monstro jurídico?
O próprio STF, com Toffoli tirando o inquérito da cartola e entregando a relatoria a Moraes, que virou ao mesmo tempo vítima, investigador, acusador e juiz.
Tudo sem Ministério Público, sem limite, sem vergonha.
Por que a imprensa não assume culpa?
Até quando vão fingir que o inquérito “cumpriu papel importante” e só depois foi desvirtuado?
O inquérito nasceu torto, foi usado para perseguir a direita, e agora mostra a verdadeira cara: um mecanismo de poder para calar críticos, jornalistas e fontes.
Se fizeram isso com a Crusoé e agora com Luis Pablo, quem será o próximo?
E não dá mais para fingir que não sabiam.