Há anos a esquerda tenta vender ao Brasil a mesma história cansada: qualquer movimento dos Estados Unidos na América Latina vira, automaticamente, ameaça de invasão, golpe externo, ataque à soberania e todo aquele roteiro de sempre.
A militância corre para as redes, artistas engajados repetem o script e parte da imprensa embarca no alarmismo sem fazer a pergunta básica: o que dizem, de fato, as Forças Armadas brasileiras?
Por que a esquerda espalha tanto medo?
A narrativa de medo serve para manter a base mobilizada, posar de defensora da soberania e, de quebra, atacar qualquer aproximação com os EUA como se fosse traição ao país.
Quando Washington elevou o tom contra o narcotráfico, classificando PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o governo Lula e seus aliados correram para o discurso da preocupação, como se o Brasil estivesse na mira direta de uma operação militar americana.
Mas, nos bastidores, quem realmente entende de fronteira, defesa e inteligência avaliou outra coisa.
O que dizem os militares brasileiros?
A cúpula das Forças Armadas considera improvável qualquer ação terrestre dos EUA em território brasileiro, justamente porque isso dependeria de cooperação formal com nossas instituições, em especial o Exército.
Com quase 17 mil quilômetros de fronteira e presença constante das Forças Armadas nas regiões sensíveis, os próprios comandantes reconhecem que o Brasil é rota importante do tráfico, mas não grande produtor de drogas.
Ou seja, não está no centro da estratégia terrestre anunciada pelos EUA.
Quem está realmente na mira agora?
Enquanto isso, por aqui, sobra discurso e falta honestidade: a esquerda grita contra uma intervenção que os próprios militares consideram improvável, mas silencia quando o tema é o avanço do crime organizado dentro do país.
No fim, a avaliação das Forças Armadas expõe o que muita gente já suspeitava: o pânico vendido ao público era bem maior que o risco real.