Há anos a grande mídia vende a mesma história: artista famoso, querido, sempre sorridente, circulando em programas de auditório, camarins cheios de celebridades e tapinhas nas costas de influenciadores engajados.
Tudo muito bonito na frente das câmeras, tudo muito politicamente correto nos discursos prontos.
Mas, como sempre, o que acontece longe dos holofotes é outra conversa.
Quantas vezes já vimos celebridade posar de bonzinho enquanto o bastidor é um caos?
Essa sensação de farsa virou rotina no Brasil.
A turma que vive de lacração, de frases prontas sobre respeito e empatia, é a mesma que some quando aparece algo sério envolvendo um dos seus.
Por que a mídia trata diferente famosos?
Porque quando o alvo é alguém alinhado ao discurso dominante, o tom é sempre cuidadoso, cheio de dedos, quase pedindo desculpa por noticiar.
Já quando é alguém de direita, o massacre é imediato, sem direito a dúvida, sem esperar explicação.
Onde estão as artistas feministas agora?
Silenciosas.
Quando o caso envolve um nome querido do meio artístico, a indignação some, os textões desaparecem, a militância entra em modo avião.
O que realmente foi exposto agora?
Ela fala em agressividade crescente, ameaças, violência patrimonial e diz que já pediu separação e vai à Justiça.
Por que isso incomoda tanta gente?
Porque desmonta a imagem pública de mais um famoso blindado pelo sistema, mostra o abismo entre o personagem midiático e o comportamento dentro de casa e escancara a seletividade de quem só se indigna quando é conveniente.
Agora, com as gravações circulando, fica difícil manter a narrativa de que está tudo normal.
E a pergunta que fica é simples: até quando o Brasil vai aceitar dois pesos e duas medidas?