Quem acompanha a política brasileira já percebeu que tem algo muito errado quando o assunto é quem pode ou não disputar eleição.
Uns são blindados, outros são perseguidos, e o eleitor é tratado como se não enxergasse a diferença gritante entre o tratamento dado à esquerda e à direita.
Enquanto figurões da velha política, muitos deles ligados à esquerda, seguem livres, leves e soltos mesmo com histórico pesado, qualquer nome que surja de fora do esquema é rapidamente carimbado como "perigoso", "radical" ou "inelegível".
Coincidência?
Por que tanto medo da direita?
A resposta é simples: quando surge alguém que fala direto com o povo, sem pedir bênção para o sistema, a máquina reage.
E reage rápido.
Onde está a coerência jurídica?
A mesma Justiça que é lenta para uns, é relâmpago para outros.
Foi nesse cenário que o empresário e influenciador Pablo Marçal, já conhecido por enfrentar o establishment em São Paulo, reapareceu no tabuleiro nacional.
Mesmo carregando condenações no TRE-SP por uso indevido dos meios de comunicação em 2024, o que o mantém inelegível por oito anos, o PRTB correu e registrou sua candidatura à Presidência no último minuto, após decisão da Justiça Eleitoral autorizar sua filiação retroativa ao partido.
Isso é tentativa de golpe eleitoral?
Não.
É o uso de uma brecha legal que a própria Justiça abriu ao permitir a filiação retroativa.
Agora, o mesmo sistema terá de dizer se vale para todos ou só para os amigos.
Por que isso incomoda tanto o sistema?
Porque a candidatura ainda precisa ser aprovada, e esse processo vai expor, mais uma vez, se a lei é para todos ou se a régua muda quando o candidato é conservador e fala o que a esquerda não quer ouvir.
No fim, a grande pergunta fica no ar: até quando a esquerda e seus aliados vão decidir quem o povo pode ou não escolher no voto?