Quem acompanha a política brasileira já percebeu que, quando a esquerda erra, sempre aparece um jeitinho, uma interpretação “criativa” da lei, um tapete vermelho no sistema.
Mas quando surge alguém de fora do esquema tradicional, disposto a furar a bolha, a máquina começa a chiar.
E é exatamente esse clima que está se formando em torno da candidatura de Pablo Marçal à Presidência pelo PRTB.
Em vez de união no campo conservador para enfrentar o projeto de poder da esquerda, o que aparece é fogo amigo, disputa jurídica e mais uma batalha no Tribunal Superior Eleitoral.
O pedido de impugnação contra Marçal não veio do PT, nem de partido de esquerda, mas de um candidato do próprio campo liberal, do Partido Novo em Goiás, que resolveu levar a briga para o tapetão.
Por que o TSE pode barrar Marçal?
Ou seja, tudo nas mãos de decisões judiciais, exatamente o terreno onde a esquerda sempre se deu melhor.
Quem ganha com essa insegurança jurídica?
Se a candidatura cai, quem se fortalece é o campo que sempre apostou em dividir a direita e manter o poder concentrado.
Marçal já está inelegível até 2032 por decisão ligada à campanha de 2024 em São Paulo, e agora qualquer detalhe burocrático vira munição para tirá-lo do jogo antes mesmo do eleitor decidir.
Por que o plano de governo virou arma?
Some isso às denúncias de investigações envolvendo o presidente do partido e vice na chapa, Leonardo Avalanche, e o cenário fica ainda mais frágil.
No fim, o recado é claro: enquanto a esquerda é blindada, qualquer passo em falso de nomes fora do sistema vira motivo para tentar eliminar adversários no tribunal, e não nas urnas.