Quem acompanha a política brasileira já percebeu que, para a esquerda, tudo vira palanque.
Até doença.
O mesmo Lula que foi solto, reabilitado politicamente e blindado por narrativas de perseguição agora volta ao velho palco do ABC para repetir o enredo de sempre: atacar a direita e posar de salvador do país.
Enquanto o brasileiro lida com inflação, insegurança e serviços públicos em frangalhos, o presidente prefere reviver memórias da ditadura, da prisão na Lava Jato e culpar o governo anterior por tudo.
A retórica é conhecida: ele é a vítima, a direita é o inimigo, e o povo deve escolher entre “Lula ou o caos”.
Mas o que realmente mudou desde que ele voltou ao poder?
Por que Lula teme tanto a direita?
Porque ele próprio admite que sua principal motivação política não é melhorar o país, e sim impedir que a direita volte ao governo.
Em vez de falar em metas claras, reformas estruturais ou responsabilidade fiscal, ele convoca militância para “comparar governos” e manter viva a guerra ideológica.
Onde fica o povo nessa história?
Fica em segundo plano.
Até a promessa de criar um Ministério da Segurança Pública vem carregada da velha visão petista: muita fala sobre educação e desigualdade, pouca autocrítica sobre a leniência histórica do partido com o crime organizado e com aliados duvidosos.
Lula está sendo transparente agora?
Ou seja, até a própria saúde vira ferramenta de narrativa política.
Isso é prioridade de um presidente?
O recado implícito é duro e revelador: o projeto não é o Brasil pronto para mais, é o Brasil preso ao mesmo confronto eterno que já cansou a maioria dos brasileiros.