Por anos, a narrativa foi a mesma: quem criticasse certos ministros do STF era automaticamente rotulado, perseguido e tratado como inimigo da democracia.
Enquanto isso, decisões polêmicas se acumulavam, sempre com o mesmo alvo preferencial: conservadores, direita, bolsonaristas, jornalistas independentes.
A esquerda aplaudia, a velha imprensa blindava e quem ousasse questionar era silenciado.
Agora, o jogo começa a sair do controle.
Quando até uma potência estrangeira passa a olhar com desconfiança para o que acontece aqui dentro, fica difícil manter o discurso de que está tudo normal e “dentro das quatro linhas”.
A operação da Polícia Federal contra as fontes de um jornalista que investigou Flávio Dino acendeu um alerta fora do Brasil.
Que mensagem isso passa ao mundo?
É exatamente esse tipo de atitude que levanta suspeitas de ataque à liberdade de expressão.
Por que os EUA reagiram agora?
Porque a operação contra as fontes do jornalista foi vista como extrapolação, atingindo diretamente o direito de imprensa e o sigilo da fonte, algo muito sensível em democracias consolidadas.
Segundo o Financial Times, o governo dos Estados Unidos voltou a discutir a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, a mesma sanção que já havia sido imposta em 2024 e depois retirada.
Não é pouca coisa: congelamento de eventuais bens, proibição de negócios com empresas americanas e constrangimento internacional para o Brasil.
Quem está realmente isolando o Brasil?
Enquanto o governo Lula fala em “defesa da democracia”, as relações com os EUA vivem uma baixa inédita, com tarifaço, revogação de visto de embaixadora e agora a possibilidade de sanção contra um ministro do STF.
A pergunta que fica é inevitável: até quando a esquerda e o Supremo vão fingir que o problema são apenas os conservadores, se o incômodo já virou assunto internacional?