Todo mundo já sabe como anda a sensação de insegurança no Brasil: você sai para fazer algo simples, como ir ao mercado, e volta com a impressão de que qualquer lugar pode virar cenário de tragédia em segundos.
A população se tranca em casa, vive com medo, enquanto o sistema que deveria proteger continua falhando, empurrando casos e mais casos para a estatística fria.
Quem protege essas mulheres hoje?
A cada novo feminicídio, o discurso oficial aparece, as notas de repúdio se repetem, mas na prática a violência continua avançando, sem freio real.
Em São Paulo, uma mulher foi ao supermercado, em plena tarde de domingo, para algo comum: esperar na fila do açougue.
Câmeras de segurança registraram tudo.
Ela parada, de costas, sem imaginar o que viria.
De repente, o homem se aproxima por trás e começa a esfaqueá-la sem parar, atingindo principalmente costas, rosto e pescoço.
As pessoas ao redor se afastam, em choque, tentando entender o que está acontecendo.
Como isso pôde acontecer?
Porque o agressor, que vivia com a vítima, já vinha em escalada de violência.
Segundo a polícia, antes de atacar a mulher no mercado, ele teria matado o cão de estimação dela dentro de casa.
Ou seja, o alerta estava ali, o risco já existia, mas nada impediu que o pior acontecesse.
O que a polícia fez depois?
A vítima, Angelita Manoela Rodrigues, ainda foi socorrida e levada ao Hospital Municipal de Vila Brasilândia, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso foi registrado como feminicídio e será investigado pelo 72º Distrito Policial, na Vila Penteado.
Por que isso revolta tanto?
Porque mais uma vez vemos a mesma história: uma mulher morta de forma brutal, em local público, com tudo registrado em vídeo, e a sensação de que o Estado só aparece depois da tragédia consumada.
A pergunta que fica é simples e dolorosa: até quando o brasileiro vai viver com medo até para ficar na fila de um supermercado?