Há meses a propaganda oficial tenta empurrar a ideia de que o Brasil “voltou ao normal”, que o governo Lula uniu o país e que só meia dúzia de “radicais” ainda resiste.
Mas, quando se olha para os números frios das pesquisas, a conversa muda de figura.
Enquanto artistas engajados, militância de esquerda e parte da imprensa repetem o mantra do “governo popular”, a rejeição a Lula simplesmente não desce.
Não é um susto pontual, não é efeito de crise momentânea.
É uma linha constante, alta, que atravessa todas as dez rodadas da pesquisa Nexus para o BTG Pactual.
Por que a rejeição continua alta?
A narrativa pode ser bonita, mas o dia a dia não mente.
Quem está sustentando essa blindagem?
A mesma turma que sempre relativiza erro de governo de esquerda e exagera qualquer movimento da direita.
A pesquisa mostra que 42% dos brasileiros avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo, contra apenas 34% que consideram ótimo ou bom.
E tem um detalhe que desmonta o discurso otimista do PT: só o “péssimo” sozinho, com 34%, já é mais que o dobro do “ótimo”, que fica em 16%.
Por que isso incomoda tanto o PT?
Porque destrói a imagem de consenso nacional e revela um país profundamente dividido e desconfiado.
Se a esquerda dizia que bastava tirar Bolsonaro para tudo melhorar, por que a rejeição de Lula nunca ficou abaixo de 40% em nenhuma das dez rodadas da Nexus?
O que esses números revelam?
Que o eleitor não comprou o conto de fadas e está cobrando o que foi prometido.
Desde março, a avaliação ruim/péssimo oscilou entre 40% e 44% e agora está em 42%.
Já o ótimo/bom saiu de 35% para 34%, praticamente parado.
Ou seja, o tempo passa, o discurso muda, mas a percepção negativa continua firme.
No fim, a pesquisa Nexus apenas coloca no papel o que muita gente já sente na rua: o governo que prometeu pacificar o Brasil está longe de conquistar a confiança da maioria, e a rejeição teimosa a Lula virou o grande fantasma que o PT não consegue mais esconder.