Há anos o brasileiro escuta que “tudo é normal” quando a esquerda usa máquina pública, artistas engajados e grandes eventos para empurrar Lula goela abaixo do país.
Sempre que alguém questiona, a resposta é a mesma: é só cultura, é só manifestação espontânea, é só homenagem inocente.
Mas, curiosamente, essa “espontaneidade” costuma vir acompanhada de muito dinheiro público e de transmissão em horário nobre.
Dessa vez, o enredo foi literalmente um enredo: uma escola de samba inteira dedicada à trajetória de Lula, em pleno Carnaval de 2026, desfilando na Sapucaí com quase dez milhões de reais vindos de prefeituras, governo estadual e Embratur.
Tudo isso depois do anúncio oficial de que o tema seria o próprio presidente, já em clima de reeleição.
Coincidência de novo?
Por que isso importa agora?
Importa porque o Tribunal Superior Eleitoral decidiu admitir a ação do partido Novo que pede a investigação desse desfile como possível abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
Ou seja, pela primeira vez esse tipo de “homenagem” bancada com dinheiro do contribuinte pode ser tratado como o que parece: propaganda eleitoral disfarçada, sem regra, sem limite e sem igualdade com outros candidatos.
Quem bancou esse carnaval político?
Foram recursos públicos de Niterói, Rio de Janeiro, governo estadual e Embratur, segundo a ação do Novo.
O ponto central é que os repasses teriam sido formalizados depois do anúncio do enredo pró-Lula, o que levanta a suspeita de que o dinheiro foi direcionado já sabendo que o desfile serviria de palanque.
Isso foi propaganda eleitoral irregular?
O partido sustenta que Lula ganhou exposição eleitoral em TV aberta e plataformas digitais, fora do período e das regras da propaganda, sem contabilizar como gasto de campanha e sem dar o mesmo espaço a outros candidatos.
Por que só agora questionam isso?
Porque a decisão do corregedor do TSE reconheceu que há elementos mínimos para apurar se houve abuso.
Não é condenação, mas é um freio importante na narrativa de que tudo é “arte” quando favorece a esquerda.
Vai ter punição de verdade?
O Novo pede cassação de registro ou diploma de Lula e Alckmin e inelegibilidade por oito anos após 2026. Ainda é o começo do processo, mas o simples fato de o TSE abrir a porta já mostra que o jogo pode ter mudado.
Até quando o brasileiro vai aceitar que dinheiro público banque desfile, show e propaganda velada para quem já domina a máquina?
Agora, com Lula e Alckmin oficialmente citados para se defender, o país finalmente pode descobrir se aquele carnaval foi festa ou campanha travestida de fantasia.