Todo mundo lembra como a esquerda e seus artistas de estimação adoram falar em “Estado forte”, “instituições sólidas” e “aparelhos de investigação modernos”.
Na propaganda, o Brasil é quase um exemplo mundial.
Na prática, quando um caso ganha holofote e envolve famosa querida por parte da mídia, aparece a realidade que o cidadão comum sente na pele: atraso, confusão e estrutura capenga.
Agora, no meio da Operação Vérnix, o processo que envolve a influenciadora Deolane Bezerra escancara esse cenário.
A defesa dela foi para cima do Ministério Público e da polícia científica apontando algo que, se confirmado, é vergonhoso para qualquer país que se diz sério: falta de tecnologia e de organização até para mexer em celular apreendido.
Como confiar nesse tipo de investigação?
A confiança desaba quando o próprio órgão admite que não consegue extrair e guardar todos os dados dos aparelhos, interrompe buscas e ainda não tem nem banco de dados adequado para armazenar os arquivos.
Se é assim com celebridade famosa, imagine com o brasileiro comum que não tem holofote nenhum.
Por que a extração está parada?
Quem se beneficia desse atraso todo?
Cadê a eficiência tão prometida?
A mesma turma que vive falando em “combate à criminalidade” e “defesa das instituições” deixa um caso desses empacar por pura incapacidade técnica declarada, abrindo espaço para questionamentos e pedidos de ampliação de prazo.
O que a defesa está exigindo agora?
Os advogados de Deolane querem acompanhar a extração de dados, ter acesso à totalidade do acervo e ainda pedem mais tempo para montar a estratégia, alegando que não cabe à polícia, ao Ministério Público ou ao juiz escolher o que é relevante.
No fim, o recado que fica é duro: se o sistema não consegue lidar nem com celular apreendido em operação, como o brasileiro vai acreditar que há rigor igual para todos, sem blindagem para uns e perseguição seletiva para outros?