Todo mundo lembra da narrativa: filho de presidente vivendo "modestamente" na Europa, sem ligação com governo, sem influência, quase um cidadão comum injustiçado pela "perseguição".
É esse o discurso repetido pela esquerda sempre que o nome de Lulinha aparece em qualquer investigação.
Mas, na prática, o que as mensagens reveladas pela Polícia Federal mostram é um cenário bem diferente do conto oficial.
Enquanto o PT fala em instrumentalização política, a realidade que vai surgindo é de proximidade com lobista, negócios, nota fiscal combinada e até presente caro em forma de joias para gente do círculo mais próximo do poder.
Por que a PF mira Lulinha agora?
A PF encontrou mensagens em que ele orienta a lobista Roberta Luchsinger a emitir nota fiscal para um empresário também investigado, além de conversas que indicam trânsito com gente do Planalto e do Ministério da Saúde.
Quem é essa lobista investigada?
Enquanto isso, a defesa de Lulinha fala em "instrumentalização" e tenta inverter o jogo, acusando vazamentos seletivos.
A mesma turma que aplaudiu vazamentos contra adversários agora se diz vítima de perseguição quando o alvo é o filho do presidente.
Qual o ponto mais sensível revelado?
As mensagens mostram Lulinha orientando a emissão de nota fiscal, tratativas com a lobista e menções a reuniões com figuras do governo, o que desmonta o discurso de total afastamento do poder.
A PF ainda identificou repasses milionários do empresário conhecido como "Careca do INSS" para Roberta, com referência a valor destinado ao "filho do rapaz", possível alusão a Lulinha.
Resultado: pedido de novo inquérito no STF para apurar tráfico de influência.
Até quando o brasileiro vai fingir que não vê a diferença de tratamento entre qualquer empresário comum e o filho do presidente?
Quando é contra a direita, chamam de justiça exemplar.
Aqui, mais uma vez, o discurso da pureza cai diante das mensagens que a própria PF encontrou.