Quem acompanha a política brasileira já percebeu o padrão: a esquerda se vende como vítima, posa de defensora da democracia, mas na prática usa qualquer ferramenta para atacar quem pensa diferente.
Quando não é narrativa sobre "milícia" e "família quadrilheira", é rótulo, montagem, insinuação.
E, claro, sempre mirando a mesma direção: a direita conservadora e, em especial, o bolsonarismo.
Por que o PT insiste nisso?
Sem esse espantalho, o discurso cai.
Até onde a esquerda pode ir?
Dessa vez, o alvo foi Flávio Bolsonaro.
Lindbergh Farias, velho conhecido do PT e dos atos em defesa de Lula, resolveu usar inteligência artificial para produzir um vídeo simulando uma partida de futebol, colocando Lula, ele próprio e Flávio em cena.
Tudo para vender a narrativa de que o petismo "dá goleada" em segurança pública e que a "famílicia quadrilheira" e a "turma da milícia" querem repetir no Brasil o caos do Rio.
Isso é liberdade de expressão ou manipulação?
É manipulação quando o eleitor não sabe que está vendo algo artificial, fabricado por máquina.
O ponto que derrubou o vídeo não foi a agressão política em si, nem o ataque direto a Flávio Bolsonaro como possível candidato ao Planalto.
O próprio ministro André Mendonça reconheceu que crítica dura, sátira e montagem fazem parte do jogo democrático.
O problema foi outro: o uso de inteligência artificial sem deixar claro para o público que aquilo era conteúdo sintético, com aparência capaz de confundir muita gente nas redes.
Por que isso preocupa tanto agora?
Porque em época eleitoral, um vídeo artificial pode destruir reputações em minutos.
O TSE manteve, por unanimidade, a decisão que manda o vídeo de Lindbergh ficar fora do ar.
A Corte confirmou que, sem transparência sobre o uso de IA, não dá para fingir que é só "brincadeira".
Em um ambiente em que o conteúdo se espalha solto, sem contexto, a chance de enganar o eleitor é enorme.
No fim, o recado é claro: até para atacar Bolsonaro e o PL, o PT terá de pensar duas vezes antes de usar tecnologia para distorcer a realidade.
E fica a pergunta que não quer calar: se fazem isso agora, com IA escancarada, o que mais já não foi fabricado para tentar destruir a direita no Brasil?