Todo mundo lembra do discurso bonitinho sobre justiça social, SUS forte, combate a privilégios e defesa do pobre.
O que ninguém aguenta mais é ver, repetidamente, que quem fala isso vive em outra realidade, cercado de lobistas, negócios obscuros e planos de vida bem longe da vida real do brasileiro.
Enquanto a esquerda posa de defensora do povo, os bastidores mostram conversas sobre contratos milionários, ministérios abertos a empresários amigos e articulações silenciosas em estatais.
Sempre os mesmos nomes, sempre o mesmo círculo de poder, sempre a mesma sensação de blindagem quando o assunto envolve o clã petista.
Por que sempre sobra para o contribuinte?
O cidadão comum paga imposto, enfrenta fila no SUS, enquanto gente bem conectada discute como usar ministérios e estatais para fechar acordos vantajosos.
Quem aparece nas mensagens agora?
A Polícia Federal encontrou diálogos entre a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho de Lula.
Eles falam de encontros com integrantes do governo federal, tratam de negócios e até de quem estaria usando o nome de Lulinha para tentar fechar acordo na Telebras.
Nomes como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Berger, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, surgem como peças importantes nesse tabuleiro.
Qual o ponto mais preocupante aqui?
Segundo a PF, a lobista recebeu 1,5 milhão de um empresário que buscava contrato de cannabis medicinal com o SUS, e uma transferência foi descrita como destinada ao “filho do rapaz”, provável referência a Lulinha.
Em outras conversas já reveladas, ela e o filho do presidente discutem onde seria melhor receber e guardar dinheiro longe do radar da Receita, citando até Luxemburgo, conhecido pelo sigilo financeiro.
Por que a defesa fala em vazamento?
Mas, para quem acompanha há anos as denúncias envolvendo o entorno de Lula, a pergunta que fica é inevitável: até quando o brasileiro vai aceitar que quem manda no país discuta futuro confortável em paraísos financeiros enquanto o povo segue preso à realidade dura de sempre?